A Batalha constituiu até hoje uma referência única no panorama do jornalismo operário em Portugal, não apenas por se tratar de um jornal diário de grande tiragem (à escala de um país pobre e analfabeto) destinado prioritariamente às classes trabalhadores, como também (ou principalmente) pelo seu modelo editorial. O jornal surge por iniciativa de sindicalistas e anarquistas onde se destacaram o papel dos gráficos, os tipógrafos e jornalistas como Alexandre Vieira, Pinto Quartim, Joaquim Cardoso, Perfeito de Carvalho, e outros, que quiseram lançar um periódico que fosse simultaneamente noticioso e formativo, por um lado, e porta-voz da organização operária, por outro. A Batalha vinha assim substituir o jornal da União Operária Nacional (U.O.N.) mas não perdia as características de um projecto jornalístico. A atestá-lo estava a publicidade que ainda surge nos primeiros números e o facto de ter sido criado com o concurso de subscrição pública (e não pela quotização dos sindicatos que sofriam ainda os efeitos da repressão sidonista e as consequências económicas da guerra).
PEG

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