Fonte: CMB – Espaço Memória
“O progresso tinha o seu preço. O lago e as barraquinhas brancas, os meus castelos de areia, até as minhas pescarias haviam desaparecido. (…) Só a recordação da fertilidade pesqueira desse lodo resistia à reconciliação. Olhei o Tejo com saudade “.
Jorge Teixeira, O Barreiro que eu vi. Edição Câmara Municipal do Barreiro, 1993, pág. 55
A viagem no tempo que Jorge Teixeira faz às suas memórias, alude muitas vezes à saudade e ao choque pela mudança que constata. As quintas, as ruas, o rio, a praia mudaram muito no Barreiro entre as décadas de 1910 e 1920, período que o autor recorda, e o final da década de 1960, quando de táxi atravessa e visita o Barreiro.
Neste trecho, junto da muralha marginal (inaugurada em 1933), que aterrou a praia retratada no postal que apresentamos, Jorge Teixeira lembra-nos que o “progresso” do Barreiro tivera um custo para a sua paisagem. O Barreiro que ele vira, mudara.
FdM

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